Google e os resultados de buscas

“ Joga no Google aí”, há 20 anos essa expressão era vazia de significados para muita gente. Hoje ela é sinônimo de buscar uma resposta para conhecer algo, tirar uma dúvida ou obter uma recomendação. Aprendemos como usuários quão útil é buscar no Google, e naturalmente ninguém quer ficar fora do ranking Google.

Assim um profissional, um dono de um negócio, de um saber ou de um jornal também quer “figurar” nos resultados de buscas alheias. É a Golden bullet! Tipo o décimo primeiro mandamento “Sejas relevante no Google e serás recompensado”. Porém o Google é o Deus da indexação de informações. E para figurar no reino da primeira página dos resultados, ele estabeleceu fórmulas matemáticas (algoritmos) que rastreiam bases de dados da internet e as classificam a partir de múltiplos critérios.

O mantra da Google é “Do What you do the Best And link the rest”, como nos ensinou Jeff Jarvis no livro O que a Google faria. Ou seja, no princípio está a criação de rede na internet. A partir disso, alguns critérios são divulgados pela empresa no site institucional, apesar dos códigos serem proprietários, não compartilhados publicamente.

GoogleDito isso, destaco algumas técnicas para aumentar a relevância no resultado do Google:

1) defina as palavras-chave do seu conteúdo ou produto em no máximo cinco vocábulos; seja assertivo
2) repita as palavras-chave na descrição do site, nos títulos, nos textos; seja consistente
3) atualize os seus conteúdos com periodicidade; seja frequente
4) crie laços por hiperlinks com pares relevantes, para linkar e ser linkado; seja referência
5) espalhe e faça circular o seu conteúdo para obter acessos e leitura; seja social
6) mantenha os mesmos parâmetros de site por muito tempo (url, código, plataforma); seja longevo
7) invista em desenvolvimento de programação para sites responsivos para todos tipos de dispositivos (telefone, tablet, computador) e em alta velocidade de carregamento; seja usável
8) esteja presente em redes e plataformas profissionais e sociais; seja visto e lembrado
9) vincule ao seu local. Quanto mais contexto geográfico for atribuído a um site, melhor o resultado de buscas para aquela localização; seja próximo
10) defina e redefina sua estratégia de tempos em tempos; seja beta

Esses são critérios para o que chamamos na comunicação de otimização para mecanismos de busca ou search engine optimization (SEO). Hoje existem profissionais habilitados a impulsionar o seu site ou publicação com códigos aptos a potencializar o diálogo com os algoritmos da Google. São escrevinhadores de linguagens de programação como Json, Javascript, html5, CSS para sites que permitem a melhor leitura pelos crawlers dos mecanismos de busca. Eles são mais um elemento no conjunto de ações estratégicas que um posicionamento de presença digital deve considerar para ser “encontrável”.

Tem ainda métodos de marketing digital por Google Advertising, ou seja, o impulsionamento pago em resultados de busca. Durante a campanha paga, o Google vai entregar o teu resultado como prioridade para determinadas palavras-chaves e público-alvo. Fora do período contratado em campanha paga, o fato de ter impulsionado em campanha é incluído como mais um critério entre outros muitos orgânicos para determinar a relevância. É fato que a campanha paga pode determinar maiores ou menores vendas de um produto em um mercado mais competitivo. Para profissionais liberais e outros campos do saber/fazer, o impulsionamento pode estar vinculado a um fato novo como mudança de endereço, lançamento de um método, inauguração de um negócio, divulgação de um evento ou outro.

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O que a Google faria?

Livro escrito por Jeff Jarvis põe à prova as estratégias de comunicação na Era Google. De fato, a lógica Google impõe um conceito de compartilhamento , no qual cada pessoa tem o potencial de ser uma mídia. Um blog pode ter influência sobre a política nacional de um país ou sobre as estratégias de negócios de uma empresa, sem ter necessariamente ligação com um veículo de massa.

O patrocínio das grandes empresas de fato concorre com  empresas de quintal que anunciam por meio do sistema adsense da Google. As redes sociais têm o poder de destruir uma marca, bem como construir uma mania em questão de poucas horas na base de tweets ou “facebookadas”.

O próprio Jeff Jarvis protagonizou um episódio com a Dell Computers no qual ele foi muito mal atendido e acabou provocando uma onda anti-Dell no blog para o qual escrevia. A reação entre consumidores foi tamanha que a Dell mudou a rotina comunicação por causa da repercussão negativa do atendimento. Hoje a Dell é exemplar nessa relação com os clientes.

Acho engraçado o Jarvis dar gênero feminino à Google. Na verdade, para mim, sempre foi O GOOGLE, o buscador.  Mas a própria empresa se condiciona a ser bigênero: quando nos referimos à empresa Google Inc, devemos usar “A Google” e quando nos referimos ao buscador da Google ou algum de seus outros produtos, devemos utilizar “O Google“. Veja a página de perfil da empresa, onde toda vez que se referem à empresa citam “a Google”. Quando há referências ao buscador, usa-se o termo “o Google”, veja isso na página de “Tudo sobre o Google“.

Pois Jeff Jarvis escreve sobre as políticas da EMPRESA Google que  a levaram a ser a gigante da web que é hoje. No Brasil, a revista Época da última semana apontou a Google como a melhor empresa para trabalhar no Brasil. É uma nova lógica de mercado que preza a autonomia, o mérito e a produtividade.

Mas o livro “O que a Google faria” é muito mais do que a relação de trabalho e com o consumidor, leva à reflexão sobre a lógica da publicidade, da comercialização dos produtos, da indústria fonográfica, das editoras, entre tantos outros questionamentos sobre pilares da sociedade capitalista.

Bomba Google diz que Dilma é… mentirosa e terrorista

Experimente digitar “Dilma é” no campo de pesquisa do Google. O buscador preenche de cara com duas opções: mentirosa e terrorista. Essa “brincadeira” já havia sido feita com o Grêmio que era preenchido com “é gay”. Outro resultado provocador é quando se digita “mentiroso” e o primeiro resultado é o perfil do Lula na wikipedia.

Com os resultados automatizados a partir de um algoritmo complexo, o Google admite que pode haver “tentativa de manipular temporariamente os resultados do Google empreendido por um grande número de usuários da internet “. As chamadas “Bombas” são armadas por usuários e a empresa afirma que não interfere por elas terem caráter “humorístico ou político”.

O Grêmio não dormiu no ponto e eliminou rapidamente a associação do time à palavra gay. Não sei se a equipe da presidência já percebeu essa distorção, mas seria útil em um ano eleitoral Lula e Dilma aprenderem a desarmar bombas.

Google é o novo cartão de visitas

Cartões de visitas estão prestes a ser tornar um utilitário tão 1900. Imagino que ainda hoje você tenha no seu escritório ou em casa um porta-cartões. Mas garanto que a maior parte dos contatos que lhe interessam está com os dados na sua agenda online. O cartão de papel hoje tem pouca utilidade, a não ser que você conheça uma pessoa por acaso e aí o cartão servirá até que a encontre na rede.

O Big Brother Google é o pai de mais essa mudança de comportamento, ele quer ser o seu novo cartão de visitas. A proposta se chama Google Profile: uma página simples na web com os seus contatos, pequena apresentação, localização e sites.

Na teoria, se alguém pesquisar na web pelo seu nome, vai surgir um link pro seu perfil. Não funciona assim tão bem,  ao colocar o meu nome no Google, o meu perfil ainda não está na primeira página. Mas aparece meu blog, twitter e facebook. Tá mais que bom.
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E enquanto a mudança radical não acontece, a criatividade floresce. Nessa nova era de cartões de visitas virtuais tudo que se precisa é do nome do novo contato. Por isso, um sul-coreano criou o “Google me Business card”. E no site do Ji Lee, você também pode imprimir o template do cartão e reproduzi-lo com o seu nome.

O que o Google pensa do Twitter?

Quando você começa a digitar uma palavra para pesquisa no Google, o buscador dá opções para completar. São recomendações com base no que foi digitado pelo usuário. Então, se você digitar Yeda, o buscador vai te sugerir Yeda Crusius, Yeda Nolasco, Ieda Maria Vargas e outras charás famosas.

E se você decidir pesquisar no Google o que é o Twitter? O resultado é um pouco suspeito, segundo sacada do Mashable. Digite “Twitter is” no campo de texto e o Google vai sugerir preechimentos como “acima da capacidade”, “sem utilidade”, “não é um chat”.

Em português, a sugestão de preenchimento chega a ser engraçada. O buscador diz “Twitter é email de pobre”

googletwitter1Seria um pouco de recalque do Google em relação ao microblog? Não sei. Quando se digita “Google é” as sugestões  em inglês são: “making us stupid” e “watching you.” Já em português, a primeira dica é” Google é deus” Nem vou dizer mais nada. Certa vez, houve uma vinculação do time gaúcho Grêmio à palavra gay. A brincadeira pode ser bem divertida.

Bing ou Google?

Adoro buscadores da web. São os melhores amigos da nossa memória. Quer lembrar uma frase dita por alguém ou em que mês foi descoberto o escândalo do mensalão? Até pouco tempo o Google era o seu melhor amigo para tais respostas.

Neste ano, a concorrência está mais acirrada, além do Wolfram Alpha, mais direcionado para dúvidas matemáticas, a Microsoft investiu forte com o Bing. E os resultados do Bing andam me seduzindo. Não me vendo muito fácil, mas comparando os resultados de um e outro, o Google vai perder a exclusividade.

binggoogle