Ação, reação e jornalismo

yeda1O protesto em frente à casa da governadora do RS, Yeda Crusius, levanta um questionamento sobre a postura dos jornalistas.

A ação foi contra a pessoa certa, mas na hora e local errados. O que o Cpers fez foi criar um factóide contra o governo para abafar um dia de boas notícias para Yeda. Ontem ela assinou a ampliação da fábrica da GM que vai gerar empregos e trazer investimento de R$ 2 bi para o Estado.

Esse tipo de factóide é comum em movimentos sociais  partidarizados, como o MST. E a imprensa adora. É na verdade uma provocação.

A reação do Estado foi a repressão policial. A BM cumpriu seu papel protestoque era retirar os manifestantes e liberar a passagem. Com a resistência e desobediência dos manifestantes, houve “truculência”.Das duas partes.

Mas nós, jornalistas, sempre pendemos para a defesa dos “fracos e oprimidos”. Mesmo que eles estejam errados, tenham cometido um equívoco.

De fato, o meu sábio editor que está certo: “nós não podemos tomar partido, Marlise”. Precisamos pensar em como chamar, qual enfoque dar para a notícia ficar o mais fiel aos fatos possível, isenta.

É a arte escrever e reescrever a primeira frase. Talento é fazer isso em tempo real!