Filas são mania brasileira ou americana?

Brasileiro adora entrar em filas, o paulistano exagera na quantidade delas por todos os lados. O que eu não sabia era que essa cultura vinha dos EUA.

E como eu não nego a raça, peguei uma série de filas para conseguir o visto para pisar novamente na terra do tio Sam. Afinal, por algumas coisas vale a pena esperar em pé por três horas. Um visto por dez anos é uma delas.

No país do consumismo, esperar para comprar um produto com 50% de desconto, por um café na Starbucks, para comer um hambúrguer ou andar de montanha russa na Disney é natural. Assim como uma multidão fez questão de fazer fila para assistir à posse do novo presidente, quero dizer, fila foi bondade minha. Na verdade foi uma aglomeração, e fico imaginando como alguns não morreram pisoteados.

Tudo bem, eu compreendo a questão cultural. O que eu não consigo aceitar é por que foi preciso ficar três horas na fila para ser entrevistada(ou seria olhada?) por 10 segundos e ter o visto liberado. Hummm… talvez a fila seja um ritual tão valorizado nos EUA que o simples fato de aguentar uma manhã inteira ali no consulado foi a minha prova de fogo. Só pode ser essa a explicação.

Um diálogo de rapina

– Pra onde?
– Congonhas, por favor.
– Qual a companhia aérea?
– Nenhuma, fico no desembarque. De lá pego um ônibus para Guarulhos. 
– Eu te levo até Guarulhos.
– Não tenho dinheiro para pagar R$ 131 a viagem
– Te faço por R$100
– Muito caro, vou pagar R$40, taxi + ônibus.
– Te faça baratinho, R$ 80
– De R$ 131 para R$ 80? A margem de lucro anda gorda, hein?
– Iria fazer mais barato só para ti.
– Me deixa em Congonhas, por favor.