Triste despedida de 2008

Último dia do ano, acordo em ritmo de férias e empolgação com os preparativos para ida ao Litoral. Ao arrumar a bolsa, percebo que estou sem um tostão furado na carteira.  Saio de casa pelas 9h30min para ir a um caixa eletrônico perto de casa, ali na Vicente da Fontoura.

Ao chegar de carro e estacionar na frente do banco, um destes achacadores de sinaleiras, do tipo marmanjo, cola no meu vidro. Bateu o maior pavor.  Olhei ao meu redor e não havia ninguém a quem recorrer. Pensei, e agora? Engato a ré, abro a porta e encaro ou espero ele desistir?

Mantive a tranquilidade e decidi responder ao estimado achacador que estava sem dinheiro e que não podia ajudá-lo, claro que através do vidro. Sem dó nem piedade, ele pega um cano de ferro que estava carregando e subitamente embala contra o meu carrinho branco.

A marca do arranhão na lataria virou o ano comigo. E para 2009, perdi mais uma liberdade, a de sacar dinheiro em um auto-atendimento de rua.