Sete características do webjornalismo

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O livro do português João Canavilhas nasce um clássico. O professor da Universidade Beira Interior formou uma rede de sete teóricos do webjornalismo para reunir capítulos definitivos sobre as principais características do suporte internet para o jornalismo.

O professor incluiu entre os autores o brasileiro Marcio Palácios (UFBA) para discorrer sobre memória na web e o britânico Paul Bradshaw para falar sobre a instantaneidade. A agradável surpresa se chama Alejandro Rost, teórico argentino. Ele escreveu o capítulo sobre interatividade com riqueza histórica e conceitual. Também publicaram textos John Pavlik (ubiquidade), Ramon Salaverría (multimidialidade), Mirko Lorenz (personalização).

A obra foi publicada para download gratuito em dezembro de 2014.

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Anedota de um drama real

Ricardo Noblat inicia o livro A Arte de fazer um jornal diário com a anedota transcrita abaixo. Seria engraçado não fosse uma prática autodestrutiva da imprensa. Para ler, refletir e alimentar o debate.

TRAGÉDIA (OU COMÉDIA, SE PREFERIREM) EM UM ÚNICO ATO
Cenário: uma banca de jornal no centro de uma cidade.
Personagens: um jornalista que tenta comprar jornais e revistas e um cidadão de meia idade que lê as manchetes dos jornais expostos na banca.
Cidadão — Eu acho que conheço o senhor… O senhor é jornalista, não é mesmo?
Jornalista — É, eu sou…
Cidadão — Já vi sua fotografia no jornal…
Jornalista — É, ela já saiu algumas vezes…
Cidadão — Posso lhe perguntar uma coisa?
Jornalista — Veja, eu estou meio apressado… Mas pode perguntar, sim.
Cidadão — Por que os jornais se parecem tanto?
Jornalista — Como?
Cidadão — Por que os jornais são tão parecidos? Por que tratam quase sempre dos mesmos assuntos?
Jornalista — Porque notícias importantes interessam a todos eles. E são publicadas por todos.
Cidadão — E quem decide que uma notícia é importante?
Jornalista — Ora, nós sabemos quando estamos diante de uma notícia importante.
Cidadão — Então são os jornalistas que decidem quando uma notícia é importante?
Jornalista— Bem, digamos que seja…
Cidadão — E se os jornais se parecem tanto é porque os jornalistas pensam da mesma maneira?
Jornalista — Mais ou menos…
Cidadão — Quem compra jornal pensa como a maioria dos jornalistas?
Jornalista — Acho que não. Há pesquisas nos Estados Unidos que provam que não. Mas se compra é porque reconhece que os jornalistas sabem em geral escolher bem o que publicam.
Cidadão — Então os jornais vendem cada vez mais?
Jornalista — Não, a maioria dos jornais no mundo vende cada vez menos.

(O cidadão olha o jornalista com ar de espanto e se cala por alguns segundos. Quando vê que o jornalista faz menção de ir embora, retoma as perguntas.)

Cidadão — Por que os jornais têm tantas páginas?

Jornalista — Porque têm muitas notícias e anúncios.
Cidadão — E as pessoas têm tempo para ler tanta coisa?
Jornalista — Não. Cada vez elas têm menos tempo.
Cidadão — E tem aumentado o volume de anúncios nos jornais?
Jornalista — Pelo contrário.
Cidadão — Então por que os jornais não têm menos páginas?
Jornalista — Não sei… Mas o senhor está começando a me irritar..

(O cidadão parece claramente confuso. O jornalista se empenha em fazer de conta de que está apenas irritado com tantas perguntas.)

Cidadão — Jornal existe para quê?
Jornalista — Para informar as pessoas. Também para instruí-las e diverti-las.
Cidadão — Então tudo o que interessa às pessoas tem no jornal?
Jornalista — Quase tudo. Ou grande parte.
Cidadão — Os jornais publicam muitas notícias sobre política e economia, não é?
Jornalista — Publicam, sim.
Cidadão — Quer dizer que os leitores se interessam muito por elas?
Jornalista — Não, elas despertam cada vez menos interesse. Pelo menos da forma como são escritas ou apresentadas.
Cidadão — E que tipo de notícias desperta mais interesse nos leitores?
Jornalista — Notícias sobre temas que afetam mais diretamente a vida deles. Notícias, por exemplo, sobre saúde, educação, sexo, ciência, políticas públicas…
Cidadão — Mas os jornais não estão cheios delas, não é?
Jornalista — É. Não estão…

(A essa altura, o jornalista e o cidadão estão rodeados por meia dúzia de pessoas que passavam por ali e se interessaram pela conversa.)

Cidadão — Os jovens lêem jornais?
Jornalista — Lêem pouco. E cada vez menos.
Cidadão — Mas o que os jornais fazem para atraí-los?
Jornalista — Não fazem muita coisa.
Cidadão — Se não atraírem leitores jovens, no futuro os jornais não terão mais leitores, estou certo?
Jornalista — Está, sim. É mais ou menos isso.
Cidadão — Então a idéia dos jornalistas é acabar com os jornais…
Jornalista — O senhor me desculpe, mas tenho que ir embora.

(O jornalista sai de cena. O cidadão e as demais pessoas ficam por ali comentando baixinho o que ouviram. A cortina baixa.)

NOBLAT, Ricardo. A arte de fazer um jornal diário. São Paulo: Contexto, 2002.

Um pool universitário para um jornalismo de conexão Global

Imagine um programa que conecte Africa, América do Norte e América do Sul para discutir as diferenças culturais. Pense nesse programa com múltiplas câmeras e transmitido ao vivo. Idealize uma mesa de corte que permite divisão de tela em quatro, com participantes de distantes continentes aparecendo lado a lado. Você enxerga essa produção em ambiente universitário?

Eu duvidaria até conhecer um projeto de intercâmbio cultural bem interessante. A universidade de Ryerson, no Canadá, desenvolveu uma tecnologia de streaming ao vivo em tempo real para conectar estudantes em distantes continentes SEM DELAY – aquele tempo de espera até o sinal de São Paulo chegar a Shangai e vice-versa, sabe?.

A proposta é unir estudantes em uma rede de colaboração e interação internacional, na qual o jornalista em formação participa da produção de pauta à apresentação e é estimulado a pensar os temas locais em uma perspectiva internacional. A tecnologia de transmissão é 100% baseada em conexão web e não depende de alcance (nem do custo) do sinal de satélite. O primeiro programa foi produzido em abril de 2012 e envolveu estudantes do Canadá, Estados Unidos, Nova Zelândia e Dinamarca. O tema foi alimentação.

Os professores canadenses à frente deste projeto visitaram o campus da Unisinos em 2014 para apresentar as experiências e a tecnologia usada.

Inserção no cenário pop rock digital

Publicar uma produção musical não é difícil. Tem o YouTube, Soundcloud e tantos outros repositórios que permitem a armazenagem e reprodução de áudios. Mas para conseguir vender singles e ter uma agenda de show o trabalho de posicionamento deve ser planejado. Há muitos possibilidades de ver e ser visto na internet. Tantos caminhos que é preciso focar, priorizar, definir público, afunilar, compartilhar e ser transparente. Primeiro é necessário saber onde os seus fãs estão e estabelecer uma conversa.

PESQUISE SUA “MARCA”
Que tipo de presença na Internet? Pesquisar através de mecanismos de busca e redes sociais o posicionamento que tem. Vai lá joga o teu nome no Google, qual o resultado?

O que eles dizem sobre a minha carreira musical?
– Avaliar os comentários feitos por fãs e não fãs, quais são positivos, negativos ou simplesmente neutros. Em que meio tem maior presença online? Determinar quais são os meios que irão apoiar a comunicação online.

Qual a presença na web? Uma análise adequada da presença que tem em redes sociais e mecanismos de busca, isso vai ajudar a definir melhor os objetivos e estratégias.

PESQUISE O SEU PÚBLICO-ALVO (SEUS FÃS)
Qual é o meu público-alvo? Definir o público que deseja obter. Como eles participam da mídia online? Analisar o tipo de comportamento que esse público tem para saber como se comunicar com eles. Em que meios online participam, interagem e consomem o conteúdo? Identificar quais canais devem ser usados para se conectar ao público. Quem poderia ser os “influentes”? olhe quais fãs poderiam ser influente nas comunidades on-line.

PESQUISE A CONCORRÊNCIA
Quem são meus concorrentes? Identificar e analisar a sua concorrência em ações on-line. Analisar os canais de vendas. Quais são os canais de venda de música? Recolher os meios de comunicação social onde você pode vender as músicas online. Quem são os principais promotores? Defina quais potenciais promotores podem estar interessados em sua marca musical.

OBJETIVOS
Antes de definir os objetivos de comunicação, os jogadores devem determinar seus próprios objetivos musicais. Uma vez que estes são identificados é o momento de criar novas metas para ajudar a promover sua carreira musical. Aqui eu compartilho algumas perguntas-chave que você deve fazer para determinar seus objetivos de comunicação:

O QUE FAÇO PARA FICAR ONLINE?
Branding, se você posicionar ou melhorar a imagem na Internet.
Novos fãs, se você quiser criar uma comunidade online ou aumentar uma já existente.
Melhorar a reputação on-line, este tipo de objetivo é ideal para músicos que querem melhorar os seus comentários em redes sociais e a percepção dos fãs.
Promover um projeto de vídeo, individual ou música nova.
Vender, cada músico precisa sustentar sua carreira, seja através da venda de músicas ou contratação de direitos de imagem.

ESTRATÉGIAS E TÁTICAS

Para os músicos a principal estratégia é conseguir mais audiência (fãs) e as vendas, se conectar com as pessoas através dos conteúdos para gerar fidelidade e amor ao trabalho. As táticas são as ferramentas utilizadas para atender a objetivos e estratégias pré-definidos.

ESTRATÉGIA: COMUNICAR DE MANEIRA EFETIVA

Tática: Criar conteúdo de qualidade, original e totalmente relacionado com a marca.
Tática: Compartilhe conteúdo com experiências dos próprios músicos.

ESTRATÉGIA: INTERAÇÃO E CONVERSA COM OS FÃS

Tática: Criar comunidades próprias em redes sociais (Twitter, Facebook, Google +, Pinterest etc, … e usando a mesma linguagem que os fãs).

Tática: Criar um blog que tem um tom pessoal mostrando a evolução da carreira musical do artista.

ESTRATÉGIA: INCENTIVAR OS FÃS A CONVERSAR E INTERAGIR
Tática: Criar concursos e promoções em redes sociais

ESTRATÉGIA: MELHORAR A REPUTAÇÃO ON-LINE
Tática: monitorar os fãs para saber o que está sendo dito e pode criar estratégias de defesa.
Tática: Melhorar SEO em mecanismos  de busca.

ESTRATÉGIA: VENDER CANÇÕES ONLINE
Tática: fazer acordos com distribuidores digitais como Google Play, iTunes, Amazon, YouTube etc …Tática: Criação de ações inovadoras em redes sociais para viralizar

Multimídia, crossmídia, transmídia

Desde quando Negroponte começou a curadoria do MediaLab no MIT nos anos 90 impulsionado por criar experiências de convergência multimídia, uma série de termos surgiram para tentar definir e diferenciar as experiências que cruzam formatos analógicos e digitais. Gosto da evolução do termo para a perspectiva da experiência do usuário como fez Lévy com o conceito de hipertexto

Hipertexto é um conjunto de nós ligados por conexões. Os nós podem ser palavras, páginas, gráficos, ou partes de um gráfico, seqüências sonoras, documentos complexos que podem eles mesmos ser hipertextos. Os itens de informação não são ligados linearmente, como em uma corda com nós, mas cada um deles, ou a maioria, estende suas conexões em estrela, de modo reticular. Navegar um hipertexto significa, portanto desenhar um percurso em uma rede que pode ser tão complicado quanto possível. Porque cada nó pode, por sua vez, conter uma rede inteira.” (LÉVY, 1999:33)

Estudos que mostram o quão difícil é concretizar a experiência do encadeamento de nós no digital. Salaverría (2005) mostrou em um artigo que a construção de hipertextos está mais para mito do que para realidade nas redações de jornalismo. Tras diez años de evolución de los cibermedios, sin embargo, el balance real es mucho más modesto. Tal y como han descrito varias investigaciones (Oblak, 2005; Salaverría, 2005a; Van der Wurff, 2005), los contenidos ofrecidos hoy día por las publicaciones digitales evidencian una notable desatención por parte de los periodistas a estas nuevas posibilidades expresivas. No obstante, algunos géneros -en particular, el reportaje y sobre todo la infografía- comienzan a dar muestras de un creciente aprovechamiento de esas posibilidades (SALAVERRIA, 2005, p.523).

 

Os trabalhos de pesquisadores a respeito de formas, extensões e expansões de histórias sejam de entretenimento, publicidade ou jornalismo nos mostram que é possível estabelecer algumas fronteiras entre os termos mais usados. Uma pesquisa rápida na Google Trends mostra que multimídia é ainda a palavra mais buscada, mas há diferenças entre ser multi, cross e trans. Juntei umas ideias do Kevin Moloney, do Henry Jenkins, do Geofrey Long e esquematizei assim:

Multimídia,

uma história, muitas formas, um canal.

As narrativas digitais na web são multimídia. A estrela maior desta categoria é o trabalho do NYT que virou verbo.

Crossmedia

uma história, muitos canais.

É o princípio de agência de notícias que produz um conteúdo e entrega em diferentes meios.

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Transmídia

um universo, muitas histórias, muitos canais, muitas formas.

É mais comum no mercado de entretenimento, onde um livro pode se transformar em filme, HQ, produtos de varejo, games, aplicativos.

De 360 a 365

Rei Inamoto não é um monarca propriamente dito, mas os seus pensamentos tem influenciado mais do que uma nação. O chefe de criação da AKQA de Nova York, responsável por campanhas de marcas populares como Nike, Nissan e Audi, foi um dos primeiros publicitários a problematizar publicamente “o fim da publicidade como nós a conhecemos”. Em um artigo ele sintetiza em quatro premissas a mudança na relação dos consumidores com os produtos e como as campanhas podem se apropriar do novo comportamento e criar suas redes de fidelidade. Os princípios são sintetizados em: de integrado a conectado; de histórias das marcas para histórias de pessoas; de 360 a 365; de ruptura da mídia à invenção de negócios.

Na essência Inamoto sistematiza em quatro pontos como a vida digital alterou a relação das pessoas com os produtos. E se fosse possível estabelecer uma hierarquia entre marca e produto, na nova lógica o produto está em posição superior.  O modelo de publicidade de 20 anos atrás era baseado na presença da marca e ocupação dos espaços de mídia de difusão. Com as mídias digitais, o fenômeno de desintermediação dos meios cresceu. Estar em 360 canais não significa comunicar com eficiência. Hoje é mais relevante para a marca estar conectada, contar boas histórias, definir canais segmentados e públicos, criar identidade na rede e fundamentalmente ser útil.

Inamoto cita o exemplo da Nike+ Kinect Training que é uma planilha eletrônica de treinos e exercícios para as pessoas “jogarem” em casa. O consumidor vira um interator, ou seja, o produto depende de sua ação. Se a pessoa não agir, não haverá conexão. Mas quando o consumidor age, ele deixa de ser espectador e passa a ser personagem da história. É útil porque dá mais liberdade de escolha e de tempo aos atletas “do lar”. O próprio Chris Anderson (aquele da cauda longa e do Ted) elogiou o jogo “as good as a real trainer, costs less than a one hour’s lesson, and it’s 24/7 at home”.

Agora, ainda que as marcas possam criar novos negócios como softwares, aplicativos, wearables entre outros, a criatividade e as pessoas serão cada vez mais importantes. Não há gadget – pelo menos ainda – que substitua o efeito de comunicação de um slogan forte como Just do it.  São diferentes formas de conexão. O fascinante nesse mundo em rede é que cada um pode escolher a sua.

Aqui abaixo um vídeo com um trecho de uma entrevista com Inamoto na qual  ele sintetiza as ideias do artigo.

Rei Inamoto – AKQA – “Thoughts around future of advertising” from Flavia Moraes on Vimeo.

Inovação em TV fora da TV

wainer“Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”, a célebre frase do Cinema Novo, movimento de cineastas por narrativas mais vida real na década de 50, nunca esteve tão atual. Há uma nova produção de audiovisual em circulação que grava hoje a história de amanhã. A mistura da linguagem de documentário, a estética da fotografia e a bagagem cultural de bons repórteres resulta em reportagens inovadoras. Pode ser que daqui a 50 anos se chame de Novo Cinejornalismo ou CinemaDoc ou Docdigital ou …, mas certamente será observado como um período de transição e mutação de linguagem audiovisual. O painel Inovação em TV fora da TV no Congresso Brasileiro de Jornalismo Investigativo trouxe aprendizados sobre inovação e boas ideias.

O diretor da TV Folha João Wainer compartilhou a experiência de construção da nova linguagem na redação da Folha de São Paulo. Wainer montou em 2012 uma estrutura de 12 pessoas entre fotógrafos, editores de vídeo e repórteres, uma equipe que não trabalha sozinha. “Que redação de TV tem 400 jornalistas com para alimentar as pautas de vídeo?”, destacou o diretor. Os vídeos da Folha trazem uma particularidade em comum: transferem o protagonismo do repórter para o entrevistado. Esse é o grande diferencial em relação ao padrão de televisão. Não significa que o papel do jornalismo é menos importante, pelo contrário, o jornalismo passa a ter uma perspectiva além da reportagem, abre possibilidade de se enxergar como produtor, roteirista e fotógrafo. O formato off/passagem/sonora traduz com simplicidade e coesão o mundo lá fora no espaço possível da televisão, os 90 segundos de cada história. O vídeo na web abre outra perspectiva de tempo e de narrativa.

– Não há um tempo padrão para vídeo na web. O vídeo terá o tempo da história. Ela precisa estar bem contada em três ou em dez minutos.

O vídeo da cobertura da Copa no dia da eliminação do Brasil, por exemplo, tem quase onze minutos de duração e mais de 70 mil visualizações. O vídeo entitulado  O dia do massacre no Mineiraço assim como o A Copa Vip dos Yellow Blocs caracteriza outro traço marcante nas histórias contadas pelo canal web: a fuga do óbvio. Wainer conta que a decisão de fazer a cobertura de Copa a partir da perspectiva da periferia ou do lado de fora dos estádios foi uma escolha consciente e muito sustentada pela personalidade dele impressa, ou melhor, digitalizada nas publicações do canal.

Outra ação de Wainer foi defender a publicação dos vídeos no canal da TV Folha no YouTube. As reportagens são publicadas no media center da Folha e também no canal do YT. Wainer contou que os vídeos circulam mais, o que facilita o compartilhamento. Também acontece de um conteúdo da Folha ser destaque editorial do próprio YouTube o que faz a visibilidade e a audiência crescerem exponencialmente.

Uma questão que ainda está em aberto é a sustentabilidade financeira da webtv da Folha. O produto perdeu o patrocinador que sustentava a presença das produções de vídeo na TV Cultura e hoje as edições são totalmente voltadas para o público nativo digital. O time de 12 pessoas é bancado pela direção do jornal que aposta no audiovisual como linguagem de vanguarda, uma aposta no futuro e na captação de novos públicos.