Inserção no cenário pop rock digital

Publicar uma produção musical não é difícil. Tem o YouTube, Soundcloud e tantos outros repositórios que permitem a armazenagem e reprodução de áudios. Mas para conseguir vender singles e ter uma agenda de show o trabalho de posicionamento deve ser planejado. Há muitos possibilidades de ver e ser visto na internet. Tantos caminhos que é preciso focar, priorizar, definir público, afunilar, compartilhar e ser transparente. Primeiro é necessário saber onde os seus fãs estão e estabelecer uma conversa.

PESQUISE SUA “MARCA”
Que tipo de presença na Internet? Pesquisar através de mecanismos de busca e redes sociais o posicionamento que tem. Vai lá joga o teu nome no Google, qual o resultado?

O que eles dizem sobre a minha carreira musical?
– Avaliar os comentários feitos por fãs e não fãs, quais são positivos, negativos ou simplesmente neutros. Em que meio tem maior presença online? Determinar quais são os meios que irão apoiar a comunicação online.

Qual a presença na web? Uma análise adequada da presença que tem em redes sociais e mecanismos de busca, isso vai ajudar a definir melhor os objetivos e estratégias.

PESQUISE O SEU PÚBLICO-ALVO (SEUS FÃS)
Qual é o meu público-alvo? Definir o público que deseja obter. Como eles participam da mídia online? Analisar o tipo de comportamento que esse público tem para saber como se comunicar com eles. Em que meios online participam, interagem e consomem o conteúdo? Identificar quais canais devem ser usados para se conectar ao público. Quem poderia ser os “influentes”? olhe quais fãs poderiam ser influente nas comunidades on-line.

PESQUISE A CONCORRÊNCIA
Quem são meus concorrentes? Identificar e analisar a sua concorrência em ações on-line. Analisar os canais de vendas. Quais são os canais de venda de música? Recolher os meios de comunicação social onde você pode vender as músicas online. Quem são os principais promotores? Defina quais potenciais promotores podem estar interessados em sua marca musical.

OBJETIVOS
Antes de definir os objetivos de comunicação, os jogadores devem determinar seus próprios objetivos musicais. Uma vez que estes são identificados é o momento de criar novas metas para ajudar a promover sua carreira musical. Aqui eu compartilho algumas perguntas-chave que você deve fazer para determinar seus objetivos de comunicação:

O QUE FAÇO PARA FICAR ONLINE?
Branding, se você posicionar ou melhorar a imagem na Internet.
Novos fãs, se você quiser criar uma comunidade online ou aumentar uma já existente.
Melhorar a reputação on-line, este tipo de objetivo é ideal para músicos que querem melhorar os seus comentários em redes sociais e a percepção dos fãs.
Promover um projeto de vídeo, individual ou música nova.
Vender, cada músico precisa sustentar sua carreira, seja através da venda de músicas ou contratação de direitos de imagem.

ESTRATÉGIAS E TÁTICAS

Para os músicos a principal estratégia é conseguir mais audiência (fãs) e as vendas, se conectar com as pessoas através dos conteúdos para gerar fidelidade e amor ao trabalho. As táticas são as ferramentas utilizadas para atender a objetivos e estratégias pré-definidos.

ESTRATÉGIA: COMUNICAR DE MANEIRA EFETIVA

Tática: Criar conteúdo de qualidade, original e totalmente relacionado com a marca.
Tática: Compartilhe conteúdo com experiências dos próprios músicos.

ESTRATÉGIA: INTERAÇÃO E CONVERSA COM OS FÃS

Tática: Criar comunidades próprias em redes sociais (Twitter, Facebook, Google +, Pinterest etc, … e usando a mesma linguagem que os fãs).

Tática: Criar um blog que tem um tom pessoal mostrando a evolução da carreira musical do artista.

ESTRATÉGIA: INCENTIVAR OS FÃS A CONVERSAR E INTERAGIR
Tática: Criar concursos e promoções em redes sociais

ESTRATÉGIA: MELHORAR A REPUTAÇÃO ON-LINE
Tática: monitorar os fãs para saber o que está sendo dito e pode criar estratégias de defesa.
Tática: Melhorar SEO em mecanismos  de busca.

ESTRATÉGIA: VENDER CANÇÕES ONLINE
Tática: fazer acordos com distribuidores digitais como Google Play, iTunes, Amazon, YouTube etc …Tática: Criação de ações inovadoras em redes sociais para viralizar

Multimídia, crossmídia, transmídia

Desde quando Negroponte começou a curadoria do MediaLab no MIT nos anos 90 impulsionado por criar experiências de convergência multimídia, uma série de termos surgiram para tentar definir e diferenciar as experiências que cruzam formatos analógicos e digitais. Gosto da evolução do termo para a perspectiva da experiência do usuário como fez Lévy com o conceito de hipertexto

Hipertexto é um conjunto de nós ligados por conexões. Os nós podem ser palavras, páginas, gráficos, ou partes de um gráfico, seqüências sonoras, documentos complexos que podem eles mesmos ser hipertextos. Os itens de informação não são ligados linearmente, como em uma corda com nós, mas cada um deles, ou a maioria, estende suas conexões em estrela, de modo reticular. Navegar um hipertexto significa, portanto desenhar um percurso em uma rede que pode ser tão complicado quanto possível. Porque cada nó pode, por sua vez, conter uma rede inteira.” (LÉVY, 1999:33)

Estudos que mostram o quão difícil é concretizar a experiência do encadeamento de nós no digital. Salaverría (2005) mostrou em um artigo que a construção de hipertextos está mais para mito do que para realidade nas redações de jornalismo. Tras diez años de evolución de los cibermedios, sin embargo, el balance real es mucho más modesto. Tal y como han descrito varias investigaciones (Oblak, 2005; Salaverría, 2005a; Van der Wurff, 2005), los contenidos ofrecidos hoy día por las publicaciones digitales evidencian una notable desatención por parte de los periodistas a estas nuevas posibilidades expresivas. No obstante, algunos géneros -en particular, el reportaje y sobre todo la infografía- comienzan a dar muestras de un creciente aprovechamiento de esas posibilidades (SALAVERRIA, 2005, p.523).

 

Os trabalhos de pesquisadores a respeito de formas, extensões e expansões de histórias sejam de entretenimento, publicidade ou jornalismo nos mostram que é possível estabelecer algumas fronteiras entre os termos mais usados. Uma pesquisa rápida na Google Trends mostra que multimídia é ainda a palavra mais buscada, mas há diferenças entre ser multi, cross e trans. Juntei umas ideias do Kevin Moloney, do Henry Jenkins, do Geofrey Long e esquematizei assim:

Multimídia,

uma história, muitas formas, um canal.

As narrativas digitais na web são multimídia. A estrela maior desta categoria é o trabalho do NYT que virou verbo.

Crossmedia

uma história, muitos canais.

É o princípio de agência de notícias que produz um conteúdo e entrega em diferentes meios.

Captura de Tela 2014-08-04 às 11.05.04

Transmídia

um universo, muitas histórias, muitos canais, muitas formas.

É mais comum no mercado de entretenimento, onde um livro pode se transformar em filme, HQ, produtos de varejo, games, aplicativos.

De 360 a 365

Rei Inamoto não é um monarca propriamente dito, mas os seus pensamentos tem influenciado mais do que uma nação. O chefe de criação da AKQA de Nova York, responsável por campanhas de marcas populares como Nike, Nissan e Audi, foi um dos primeiros publicitários a problematizar publicamente “o fim da publicidade como nós a conhecemos”. Em um artigo ele sintetiza em quatro premissas a mudança na relação dos consumidores com os produtos e como as campanhas podem se apropriar do novo comportamento e criar suas redes de fidelidade. Os princípios são sintetizados em: de integrado a conectado; de histórias das marcas para histórias de pessoas; de 360 a 365; de ruptura da mídia à invenção de negócios.

Na essência Inamoto sistematiza em quatro pontos como a vida digital alterou a relação das pessoas com os produtos. E se fosse possível estabelecer uma hierarquia entre marca e produto, na nova lógica o produto está em posição superior.  O modelo de publicidade de 20 anos atrás era baseado na presença da marca e ocupação dos espaços de mídia de difusão. Com as mídias digitais, o fenômeno de desintermediação dos meios cresceu. Estar em 360 canais não significa comunicar com eficiência. Hoje é mais relevante para a marca estar conectada, contar boas histórias, definir canais segmentados e públicos, criar identidade na rede e fundamentalmente ser útil.

Inamoto cita o exemplo da Nike+ Kinect Training que é uma planilha eletrônica de treinos e exercícios para as pessoas “jogarem” em casa. O consumidor vira um interator, ou seja, o produto depende de sua ação. Se a pessoa não agir, não haverá conexão. Mas quando o consumidor age, ele deixa de ser espectador e passa a ser personagem da história. É útil porque dá mais liberdade de escolha e de tempo aos atletas “do lar”. O próprio Chris Anderson (aquele da cauda longa e do Ted) elogiou o jogo “as good as a real trainer, costs less than a one hour’s lesson, and it’s 24/7 at home”.

Agora, ainda que as marcas possam criar novos negócios como softwares, aplicativos, wearables entre outros, a criatividade e as pessoas serão cada vez mais importantes. Não há gadget – pelo menos ainda – que substitua o efeito de comunicação de um slogan forte como Just do it.  São diferentes formas de conexão. O fascinante nesse mundo em rede é que cada um pode escolher a sua.

Aqui abaixo um vídeo com um trecho de uma entrevista com Inamoto na qual  ele sintetiza as ideias do artigo.

Rei Inamoto – AKQA – “Thoughts around future of advertising” from Flavia Moraes on Vimeo.

Inovação em TV fora da TV

wainer“Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”, a célebre frase do Cinema Novo, movimento de cineastas por narrativas mais vida real na década de 50, nunca esteve tão atual. Há uma nova produção de audiovisual em circulação que grava hoje a história de amanhã. A mistura da linguagem de documentário, a estética da fotografia e a bagagem cultural de bons repórteres resulta em reportagens inovadoras. Pode ser que daqui a 50 anos se chame de Novo Cinejornalismo ou CinemaDoc ou Docdigital ou …, mas certamente será observado como um período de transição e mutação de linguagem audiovisual. O painel Inovação em TV fora da TV no Congresso Brasileiro de Jornalismo Investigativo trouxe aprendizados sobre inovação e boas ideias.

O diretor da TV Folha João Wainer compartilhou a experiência de construção da nova linguagem na redação da Folha de São Paulo. Wainer montou em 2012 uma estrutura de 12 pessoas entre fotógrafos, editores de vídeo e repórteres, uma equipe que não trabalha sozinha. “Que redação de TV tem 400 jornalistas com para alimentar as pautas de vídeo?”, destacou o diretor. Os vídeos da Folha trazem uma particularidade em comum: transferem o protagonismo do repórter para o entrevistado. Esse é o grande diferencial em relação ao padrão de televisão. Não significa que o papel do jornalismo é menos importante, pelo contrário, o jornalismo passa a ter uma perspectiva além da reportagem, abre possibilidade de se enxergar como produtor, roteirista e fotógrafo. O formato off/passagem/sonora traduz com simplicidade e coesão o mundo lá fora no espaço possível da televisão, os 90 segundos de cada história. O vídeo na web abre outra perspectiva de tempo e de narrativa.

– Não há um tempo padrão para vídeo na web. O vídeo terá o tempo da história. Ela precisa estar bem contada em três ou em dez minutos.

O vídeo da cobertura da Copa no dia da eliminação do Brasil, por exemplo, tem quase onze minutos de duração e mais de 70 mil visualizações. O vídeo entitulado  O dia do massacre no Mineiraço assim como o A Copa Vip dos Yellow Blocs caracteriza outro traço marcante nas histórias contadas pelo canal web: a fuga do óbvio. Wainer conta que a decisão de fazer a cobertura de Copa a partir da perspectiva da periferia ou do lado de fora dos estádios foi uma escolha consciente e muito sustentada pela personalidade dele impressa, ou melhor, digitalizada nas publicações do canal.

Outra ação de Wainer foi defender a publicação dos vídeos no canal da TV Folha no YouTube. As reportagens são publicadas no media center da Folha e também no canal do YT. Wainer contou que os vídeos circulam mais, o que facilita o compartilhamento. Também acontece de um conteúdo da Folha ser destaque editorial do próprio YouTube o que faz a visibilidade e a audiência crescerem exponencialmente.

Uma questão que ainda está em aberto é a sustentabilidade financeira da webtv da Folha. O produto perdeu o patrocinador que sustentava a presença das produções de vídeo na TV Cultura e hoje as edições são totalmente voltadas para o público nativo digital. O time de 12 pessoas é bancado pela direção do jornal que aposta no audiovisual como linguagem de vanguarda, uma aposta no futuro e na captação de novos públicos.

Por que assistir ao documentário Mercado de Notícias do Furtado

Um ano depois das manifestações de junho de 2013 quando o papel da imprensa foi questionado nas ruas, o diretor José Furtado destrincha os tabus da imprensa com a sutileza e a sofisticação de um argumento inteligente. Num roteiro que intercala a narrativa em linguagem ficção e documental, a história trafega pela interpretação teatral de uma peça de 1626 de Ben Jonson e pelos depoimentos de grandes nomes do jornalismo brasileiro. Dilemas seculares da comunicação e da comercialização da notícia são ilustrados por personagens simbólicos como a rainha Pecúnia. A disputa pela pecúnia e os dilemas ético, estruturais e funcionais da profissão constroem o argumento de o Mercado da Notícia. É um documentário de tensões, reflexões, crítica e história para quem consome ou produz jornalismo. O debate sobre o modo de fazer jornalismo:  Todo mundo que te passa uma informação tem um interesse, Leandro Fortes, jornalista A dependência e o vício da relação do jornalista com as fontes está exposta em depoimentos sinceros dos veteranos jornalistas entrevistados. O reconhecimento de que toda a fonte tem um interesse próprio para divulgar uma informação e que essa relação é muitas vezes velada. Ainda que o repórter questione qual o seu interesse em divulgar a informação, é papel do repórter identificar os outros lados interessados. Mas como disse renato Lo Prete da folha, ter interesse não significa ser uma má fonte. O dilema ético da profissão: O jornalismo é oposição, o resto é armazém de secos e molhados, Millor Fernandes Furtado trouxe a frase de Millor para colocar em debate o posicionamento dos veículos de imprensa em relação aos governos e partidos políticos. Os jornalistas refletiram sobre o entendimento do termo “oposição” na frase. Um ouvinte pode entender oposição como relação de antítese com governo da situação, outro como a caracterização de uma postura questionadora e desconfiada sobre os fatos. E a pergunta sem resposta é por que os jornais no Brasil não se posicionam politicamente na área editorial, adotando uma posição mais transparente com o leitor. Os erros e a transparência: Parecendo real, nada é verdade, Ben Jonson O documentário narra como um cartaz de U$ 20 vira notícia de capa de jornais do centro do país. A cópia de uma obra de Pablo Picasso foi tratada como se fosse a original, supondo que uma peça milionário residia em uma sala do INSS em Brasília. Usando a linguagem de narrador participativo, ao estilo Michael Moore, Furtado vai até o museu Guggenheim atrás de uma reprodução do quadro original para saber quanto custa e também volta ao prédio do INSS. A provocação deixa os entrevistado desconcertados: por que os jornalistas não desconfiaram antes de publicar? E, depois se serem alertados da cópia, por que não publicaram a correção? A experimentação transmídia O projeto foi construído para cinema, internet e debates em pequenos fóruns. É o mesmo tema abordado com características peculiares de cada meio. No cinema a montagem linear de quase duas horas sintetiza para o grande público o argumento do autor. Na internet, os públicos segmentados encontram extensões de conteúdos usados na produção como a íntegra das entrevistas com os jornalistas. Também foi criado um repositório de pesquisa bibliográfica onde estão postados textos consultados para a construção do roteiro. “E que as pessoas se deem conta de que o jornalismo depende de jornalistas”, Janio de Freitas. Será? Você concorda com o Janio? O documentário estreia em 7 de agosto nos cinemas. Acesse o site do documentário.

Cinco motivos para acreditar em um futuro melhor para o jornalismo

Dominique Delport é CEO do Havas Media. O cara comanda uma das maiores empresas de tendência de mercado de comunicação digital e mídia. Ele não acredita que os jornais estão mortos. Ele espera em uma mudança profunda no modelo de negócio do jornalismo. E o primeiro item na cartilha de sobrevivência é conteúdo de qualidade.  E lista os cinco motivos para enxergar um futuro melhor. Vou listar bem resumidinho, mas tu pode acessar a apresentação dele lá no final para ler a íntegra em inglês.

1- Crescimento da classe média global: destaque para a classe média da China e da África. A América Latina e Central figuram na expectativa de aumento de poder de consumo.

2- Mobile first: o celular passará a ser a primeira tela em breve e a TV será segunda tela, seguida de tablet e laptop. Ele apresenta um curioso gráfico do buzzfeed sobre a redução da dependência do Google e aumento da relevância do Facebook. Também cita o relatório de inovação do NYT para ressaltar a transição digital.

3 – Mais popular: neste item sugere que se crie segmentação de conteúdos seguindo o conceito de “novelas”, ou sejam sequência de assuntos ou temas, sugere histórias em vídeo, criar jornalistas que são “marcas” – identificados com conteúdos, valorize leitores e crie eventos

4 – Dados e mais dados: sugere investimentos em jornalismo de dados, visualização de dados, segmentação por meio de dados

5 – inovação e agilidade: inovar para simplificar a leitura e ampliar a instantaneidade das publicações. Personalize e socialize o seu conteúdo. E tenha em mente que o jornal é UTIL.

Relatório interno de inovação do NYT vaza na internet

Um documento interno de 96 páginas mostra a preocupação do The New York Times com a concorrência dos veículos digitais, como Huffington Post, Business Insider e BuzzFeed. O jornal admite falha na batalha digital. Um dos pontos ressaltados é a dificuldade de mudança cultural em um ambiente no qual a redação ainda privilegia a Primeira Página do jornal impresso. O documento é um síntese da crise que a indústria de mídia vive na transição entre um modelo de negócio linear para um modelo descentralizado, baseado em muitas frentes.

Leia a íntegra: 

Innovation report 2014NYT Innovation Report 2014

O relatório lista recomendações para fortalecer o jornal na ‘era digital’ como analisar cenários com calma para traçar caminhos e usar experiências anteriores e dados para tomar decisões. Mas em dois pontos o texto foi bastante enfático, na necessidade de captação de talentos digitais e de focar em experiência do leitor. Há dois alentos para quem torce pelo bastião do jornalismo mundial: o sucesso no paywall permite estabilidade financeira para investir no digital e todas as pessoas ouvidas enfatizam os valores jornalísticos e a integridade que fazem do Times a maior instituição jornalística no mundo.

“Mas temos de evoluir, e rapidamente, para manter o status nas próximas décadas.”

O relatório traz sugestões de práticas que mudam a configuração da redação e aproximam a produção de conteúdo de áreas estratégicas como tecnologia, design, experiência do usuário, marketing, comercial e pesquisa. E, no final, eles admitem que produtos digitais, como o app Scoop e a homepage internacional, falharam em engajar os leitores. Outros links para o mesmo assunto: Jornal admite que está ficando para trás Report is one of the key documents of this media age